como salvar 2020

Prelúdio

Na minha abordagem inicial em sala de aula, a cada nova turma, costumo pontuar duas verdades inexoráveis e complementares: a primeira é que o mundo não começou há 20 anos, a outra é que “Tudo aquilo que o homem ignora, não existe para ele. Por isso o universo de cada um se resume ao tamanho de seu saber” – belíssima frase esta, atribuída ao físico Albert Einstein.

Esta segunda verdade me traz agora à memória o trágico episódio do acidente radiológico de Goiânia (1987), amplamente conhecido como acidente com o Césio-137. Ele foi causado pela falta de conhecimento básico dos riscos de contaminação pela radiação; o erro de um único homem levou à morte 104 pessoas, e afetou diretamente outros 1.600 indivíduos, gerando ainda 13.500 kg de lixo atômico, que deverão ser devidamente resguardados por dois séculos, até que não representem mais perigo.

Então, sob todos os aspectos, vejo que a esperança da humanidade repousa no conhecimento: histórico e científico.

Aqui faz-se necessário abrir um parêntese, pois atualmente, segundo o psiquiatra Augusto Cury, uma criança de sete anos tem mais informação do que um imperador romano no auge do poder, contudo, são informações desacompanhadas de conhecimento; o que para o desenvolvimento infantil se considera prejudicial e, em última análise, nos mostra que o mero acúmulo de informações não produz resultados.

Imersão ao conhecimento

Talvez todas estas coisas lhes pareçam desconectadas, mas não. Fazem parte do mesmo pensamento: frente à necessária retomada das atividade econômicas em 2020 e todos os impasses envolvidos – sendo que uma parte significativa deles está fora do nosso controle – como o conhecimento vai salvar este ano?

Para respondermos a esta questão, inicialmente vamos mais uma vez recorrer à história, ao relembrarmos a trajetória da Empresa FUJIFILM: fundada no Japão em 1934, originalmente fabricava filmes (i.e.: películas 35mm) para uso na indústria do cinema, porém rapidamente expandiu sua produção para filmes e papéis fotográficos, neste segmento se manteve durante décadas como uma das gigantes mundiais.

Contudo, esteve sempre antenada às mudanças, tanto que soube antecipar a chegada da era digital (que reduziu quase 90% da demanda de filmes fotográficos). Ou seja, para sobreviver e crescer a FUJIFILM soube inovar, ao investir em novas tecnologias e negócios, contabilizando em 2018 um faturamento global de US$ 23 bilhões e um lugar “estável” no mercado, nos segmentos de imagem e informação – ao passo que algumas das suas concorrentes originais desapareceram, juntos com os seus produtos, que se tornaram obsoletos neste mundo digital.

Quero então lhes perguntar quais seriam as coisas que vocês atualmente desconhecem, mas que poderiam significar não somente a sobrevivência, mas o crescimento exponencial das suas empresas?

Certamente inovar, como fez a FUJIFILM, perpassa pelo chamado pensamento disruptivo, definido como “um processo no qual uma empresa menor e com menos recursos é capaz de desafiar, com sucesso, as empresas estabelecidas” (Christensen,1997); é ele que está por trás dos fenômenos de inovação que têm transformado o mercado com simplicidade, conveniência e acessibilidade. Exemplos? Airbnb, Netflix, GPS no celular, Uber, etc.

O que eles possuem em comum é a utilização de novas ferramentas e tecnologias para reinventar um serviço existente, modificando as experiências dos clientes – razão da existência de seus produtos e serviços.

Vamos decolar?

Entrar neste novo estágio de desenvolvimento exige transpor a barreira do desconhecimento dos recursos disponíveis na era exponencial, dentre eles posso citar a Indústria 4.0; Big Data; Business Intelligence; Data Warehouse; Internet of Things; Lean Manufacturin; Websites & Landing pages; dentre outros. Mas, não se assuste e nem se precipite em condenar todo este anglicismo, sem antes conhecer como estes conceitos podem lhe beneficiar.

Nós, da RM Negócios Inteligentes, estamos presentes no mercado como agentes de transformação, capazes de utilizar a engenharia de maneira revolucionária a favor de nossos clientes; fornecendo conhecimento estratégico, tático e operacional, e garantindo a sustentabilidade de organizações, neste ano e em todos que vierem.

 

1 Comentário

  • Vinícius Nunes

    Excelente artigo Eliana, adorei !

    05/Jun/2020
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